segunda-feira, 26 de julho de 2010

4a.AULA DA SEMANA- RESENHA: POEMA E POESIA



Você sabe qual a diferença ?
Segundo os escritores mais profundos, há um sentido diferenciado entre as duas palavras.
POEMA: É a forma escrita do poeta, as idéias que ele supõe refletir no papel.

POESIA: É ou são os sentimentos explícitos, os temas ali propostos nas palavras dos poetas.
Há muitos poetas por este planeta. Alguns os supõem apenas com suas pretensões de escrever sem um plano que os dirijam; outros já com suas regras gramaticais e poéticas obtidas com a prática escolar e ou acadêmica.


Texto elaborado por:Aparecido Januário.

Professor de literatura Portuguesa.

cidojan@yahoo.com.br

MENINA MOÇA

Você , menina - moça
adormece
e , em teu sono profundo
se esquece .
De olhar pela janela
e ver
as estrelas
e reconhecer .
Nas estrelas
( com carinho ) o olhar ,
e lembrar
nas pessoas .
Pessoas queridas
que sempre foram suas amigas .
Amigas de ontem
de hoje
e serão amanhã ...

LUIZ BOSQUIERO

luizfco42@hotmail.com


O AMOR É MULTICOR

O amor não tem cor específica,
Assim como o sentimento não indica
Pedro, Antonio ou João...
O que importa é o coração!

Carinho, atenção ,devoção,
satisfação e respeito.
Todos guardados no peito
sem nenhum preconceito!

Ah ! Se povos e nações entendesseme compreendessem ,
que o amor é multicor!
E que a felicidade não tem idade,
nem grau de escolaridade...

O que importa é a idoneidade da loucura...
O senso de ternura...
A liberdade da igualdade,
A perseverança na esperança...

Quero ser uma amante militante !
Sem uso de calendários ou formulários...
Viver este lindo momento,
sem me importar com o tempo....

Para o amor, não precisa pudor!
Nem relógio...e o lógico,não existe.
O absoluto entrará em luto,
e o surreal...tornar-se-á real !

O esplendor do amor
reflete através do espaço
que damos ao compasso,
para redesenhar e ilustrar nossa história... em glória.
ELEN VIANA

NOSSO AMOR


Nosso amor, sério e escondido,
Pelas praças e ruas, destemido.
É por demais comprometedor,
Aos olhos do meu e do teu Senhor.

Nossa paixão sólida e reprovável,
Que parece um tanto durável.
Sufoca-nos de responsabilidade,
Por não possuirmos de fato liberdade.

Nossos argumentos infindáveis,
Que por nossos pais, inaceitáveis,
Redobra-nos de intenso vigor,
E somam-se a doçura e o amargor.

Aparecido Januário

Jorra de mim...



Jorra de mim, o mais rubro sangue
Co´a pureza infinita dess´Amor
Despenc´aos cântaros a um mangue
Penetrando em meus poros abertos co´amar.gor

A misantropia defeca em meu ser
A um´anátema ferrenha a exaurir
As energias deste meu tenro apetecer
Mas ess´Amor, o sentimento não haverá em s´esvair

Jorra de mim o mais cálido sangue
A queimar mia tez guarnecida por su´ausência
Ouç´aos sussuros mi´alma inteira langue
Prostrada e infante, suplicand´a sua presença

A merencória plúmbea afia suas lâminas
Neste nédio coração arraigado
Exaurindo de meu imo as sequiosas hidras
Esculpindo o cinzel de meu corpo selado

Jorra de mim o mais efusivo sangue
Que morno, adoece nas saudades tuas
Perfazend´o caminho de mi´alma exangue
Rogando por ti, Rainha, às inóspitas alturas

Tiago Calegari


terça-feira, 20 de julho de 2010

3a. AULA- RESENHA: TEXOS LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS


• TEXTO NÃO LITERÁRIO:
Quando o texto informa de um modo objetivo e com embasamento científico. Ainda que o autor utilize recursos estilísticos de expressão, a função referencial predomina no texto.
Exemplos: artigos de jornal, bula de medicamentos, receitas culinárias, textos didáticos, etc...
• TEXTO LITERÁRIO:
No texto literário a linguagem é poética, emotiva e preocupa-se em emocionar o leitor, e não tem compromisso com o respaldo cientifico, e sim com a realidade subjetiva do autor.
Exemplos: Poemas, romances literários, contos, novelas e etc.

ELABORADO POR: Elen Viana

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amo-te desd´o princípio


Antes de meu nascimento, no útero de mia mãe, ouvia sua voz ternurenta em outras dimensões; chamando-me, Clamando-me. Desd´antes daquele momento eu já te amava! Já sentia sua essência branda à minha, ouvia seus cânticos de leoa enamorada proferindo músicas d´amor a meu orbe. Meu coração palpitava, gelava perante tamanha emoção! Eu, minúscula criatura que era, tão só naquela vida intrauterina, cerrava meus pequeninos olhos caramelados e sonhava com sua sublime presença. Por vezes ouvia seus ruídos de donzela dormente ronronando de lá das alturas ao pé de meu ouvido. O som era encantador, permanecia inerte, enfeitiçado e ruborizado por tamanha devoção vinda de mia mais suntuosa e presente daminha. O tempo foi passando e naquela bolsa envolta em conforto, água e carinho; meu corpo mal cabia. Lembro-me das mãos quentes de meu pai tocando este ventre materno e sentindo os meus chutes. Mal sabiam que não eram chutes, mas sim, pulos de alegria harmoniosos, ao ler as notas musicais soadas pela doce sinfonia da voz de mi´amada princesinha! Desd´aquela época já sabia que te amava! Desd´antes do princípio já lia e relia seu coração versejante cheio de desejos infantes e femíneos. Agora, cá estou em vida terrena, buscando mia plenitude onde finalmente a reencontrei nos saudosos e cálidos braços d´arminho de mi´amada. Mia princesinha virou rainha, garbosa dama de meus derradeiros sonhos e diante do traçado destino das almas afins, o conúbio de nossos orbes traçou-se e escreveu uma suntuosa e majestática obra d´Amor!

Tiago Calegari